Segunda semana de contos

Na semana passada, falamos sobre o resultado da nossa primeira experiência escrevendo contos no universo que estamos criando. Se você não viu, pode ler o post aqui. Spoiler: foi muito legal. Conseguimos sentir a pegada do cenário e das personagens – no caso da semana passada, duas personagens secundárias criadas para os contos. Empolgamos novamente e discutimos muitos detalhes de nosso universo – o que funcionou, o que não funcionou, o que poderia funcionar.

Porém, para os contos não ficarem muito “soltos”, decidimos colocar temas para as semanas seguintes. O tema escolhido foi alimentação, um assunto que debatemos bastante após a entrega dos primeiros contos – afinal, o conto “Encomenda”, escrito por mim, tem uma cena em um bar. Decidimos alguns pontos sobre a comida em nosso universo. Primeiro, que ela é muito baseada em peixes – já que o cenário é bastante irrigado – e gêneros tropicais: mandioca, banana da terra, X. A maioria das comidas é frita – para evitar doenças – ou cozida. Criamos dois alimentos, base da dieta em nosso universo: guairuba, bolotas de milho que fazem o papel do arroz para nossa cultura brasileira, e pó de carmurum, um pó de coloração rosa obtido através da trituração de uma flor, usado como tempero em praticamente tudo.

Com essa perspectiva, passamos a escrever os contos daquela semana. Eu continuei no “Encomenda”, já que é um conto de continuação, seguindo um pacote misterioso à medida que muda de mãos. A cena acompanhou Grigori, uma das personagens principais, refletindo enquanto almoça. Foi um conto mais descritivo, onde desenvolvi aspectos do cenário – como culinária e literatura – e do psicológico da personagem.

Já o Bruno, iconoclasta que é, escreveu o conto “O erro”, focado em outro dos personagens principais, Abaé, enquanto treinava seu Anga – a energia inerente a algumas pessoas – com seu tutor. Não teve nada a ver com alimentação, mas desenvolveu alguns pontos muito interessantes sobre o sistema místico e seu funcionamento no psicológico do detentor, além de colocar o personagem em movimento.

E foi sobre esse personagem que girou a maior parte de nossa conversa pós leitura dos contos. Em “O erro”, o Bruno colocou uma perspectiva para o personagem da qual discordei. Percebemos que, na verdade, ambos tínhamos combinado uma característica para a personagem e, na prática, tínhamos ideias diferentes de como ela se moldava na personalidade da personagem. . Debatemos e conseguimos encontrar um meio termo, uma harmonia. Mais uma vez, escrever esses contos em nosso universo nos ajudou a “calibrar” nossas personagens e cenário.

Por fim, decidimos que o tema para a próxima semana seria “moda” – e dessa vez o Bruno prometeu se manter dentro da proposta – e que o texto “Encomenda” seria continuado pelo Bruno. Propomos uma brincadeira, uma batata quente: cada um escreverá uma cena do conto, até o pacote passar de mãos, adequando-se às perspectivas já colocadas pelo outro em cenas anteriores. Assim, já vamos nos acostumando a escrever a quatro mãos.

O resultado dessa experiência você vê aqui na próxima semana! Tenham uma ótima semana e continuem escrevendo fantasia!

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