E começa um Blog

  • Bruno Vial

Olha só, pensei em mudar algumas coisas no mapa
Tipo, voltar com a idéia lá de terras ermas depois do estreito
E queria te fazer uma proposta desse livro
Eu tava pensando da gente fazer um blog sobre o processo de criação dele
Tipo, a gente ir postando como a gente tá fazendo e relatando a experiência de criação.
Sem postar a história escrita

  • 28/6/2014 11:53
  • Luísa Montenegro

nossa, adorei a ideia
ta ai?

  • 28/6/2014 11:53
  • Bruno Vial

tô”

E foi com esse diálogo que começou o blog Escrevendo Fantasia.

Recapitulando, decidimos escrever um livro. Nossa primeira ideia de cenário não foi muito empolgante e reformulamos tudo. Optamos por uma outra premissa, que junta os dois grandes subgêneros da ficção especulativa: fantasia e ficção científica. Construímos a geografia em termos gerais e então nos dedicamos às mitologias fundadoras e à história. E aí surgiu a ideia desse blog – fazer o relato dessa experiência de criação e escrita conjuntas.

Foi um inferno – embora também tenha sido divertido – a criação do Escrevendo Fantasia. O primeiro grande problema foi o nome. Se uma das doze tarefas de Hércules fosse escolher um nome para um blog, ele fracassaria. Queríamos um nome que fosse esperto, que tivesse um punch line que a pessoa reconheceria assim que o lesse e que gravasse instantaneamente. Um trocadilho engenhoso, inteligente e que dissesse ao que viemos, tudo isso em uma ou duas palavras. Trabalhamos com a hipótese de usar o nome do mundo em que a história se passará – e que, aliás, não foi definido até hoje (falando nisso, alguém sabe o nome do mundo do George Martin nas “Crônicas de Gelo e Fogo”?). Passamos para a ideia de um nome relacionado ao principal elemento de construção do mundo – no caso, aquela energia intrínseca às pessoas que havíamos batizado temporariamente de Anima. Desistimos de ambas as linhas, pois, eventualmente, as designações poderiam mudar (Spolier Alert: o que acabou acontecendo). Passamos brevemente pela opção de nomes aleatórios nonsense, vetados pela Luísa, e chegamos, enfim, a ideia de um nome que fosse relacionado com o conceito que estamos criando.

Já que o blog trata sobre o nosso processo de escrita, tentamos ir por este caminho, achando sinônimos de projeto – concepção, proposta, produção, planejamento, rascunho, iniciativa. Tentamos subverter o lugar comum e enfim brincamos com “processo criativo”. Assim, surgiram algumas opções, como: Reverso Criativo, Confesso Criativo, Retrocesso Criativo, Expresso Criativo.
Nenhuma dessas hipóteses nos agradou. E as que agradaram um pouco mais não estavam disponíveis no WordPress ou Blogspot. Pensamos, discutimos, imaginamos, até que a Luísa deu a ideia do “Escrevendo Fantasia”.
Não é o punch line ou o trocadilho esperto que queríamos de início. Mas é simples, sólido, confiável e direto ao que pretendemos. Olhamos no WordPress e – inacreditavelmente – o nome estava disponível. Assim como estavam disponíveis a página do Facebook, o endereço de email e a conta no Twitter. Aparentemente, ninguém pensou em usar um nome tão simples e direto. Ou talvez – uma de nossas hipóteses imaginárias – quem tenha pensado desistiu em seguida, achando que com certeza esse nome já estava tomado.

Depois de escolhermos o nome, decidimos que a próxima reunião semanal seria para fazermos o projeto institucional do blog. Se você leu a parte sobre os autores, já sabe que a Luísa tem como formação universitária o curso de Comunicação Organizacional. Esse curso trabalha, dentre outras coisas, com os projetos institucionais de empresas e entidades. Por isso, decidimos trabalhar no projeto institucional do Escrevendo Fantasia: delimitar a missão, visão, valores, o planejamento estratégico, de relacionamento e de mídias sociais.

Discutimos sobre o trabalho que faríamos, os recursos que seriam necessários, decidimos os dias das postagens e o que seria postado em cada um desses dias, delimitamos o produto e o conteúdo, assim como fizemos o planejamento de mídias sociais.

Esse projeto institucional serviu para esclarecer nossos objetivos e a linha que desejamos seguir nessa experiência conjunta. Organizou nossos trabalhos, delimitando bem as responsabilidades. E, principalmente, nos deu uma base sólida para erigirmos este projeto.

A discussão durou toda a tarde e abrangeu apenas as questões de organização. Foi uma das reuniões mais produtivas que tivemos, não apenas pelo ritmo dos trabalhos, como pelas facilidades que a existência de um projeto institucional forneceu adiante.

Não somos pessoas naturalmente organizadas ou diligentes. Há um aspecto de caos e de procrastinação inerente às nossas personalidades. A construção do projeto e a organização que essa reunião – e o produto dela – proporcionaram amenizou essa nossa condição. Ao finalizarmos o projeto institucional – que você pode acessar aqui – combinamos de tratar na semana seguinte sobre nossos personagens: protagonistas, personagens secundários, antagonistas e deuteragonistas. Afinal, precisamos escrever sobre alguém.

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Sobre Bruno Vial

Geek, fotografo, escritor, mestrando, besta e mentiroso. Tentando por mil caminhos.
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